Dezembro 21 2008

 

Fala-se em crise financeira mundial, em crise do capitalismo, de conflito de valores, de revolta social, enfim do que se trata afinal?.....onde está a raíz do problema?

 

A abertura Ocidente aos países da Europa de Leste, e a potencias económicas como a China e a India, contribuiram em muito para a nossa situação económica.

 

As decisões erradas da Europa Ocidental em abrir as porta a economias como a do países de Leste, levou à deslocação de empresas em busca de mão de obra barata, deixando desemprego no mundo ocidental. A deslocação das empresas dos países de origem provoca desemprego, diminuição da produção, das receitas do estado, e aumento da despesa em consequência do desemprego gerado.

 

O aumento do desemprego e a congelação de salários, leva à diminuíção do poder de compra. As empresas vão ficando cada vez mais endividadas porque recorrem a empréstimos bancários para melhoria dos sistemas de produção, despedindo assim mais funcionários. Há que reduzir custos para fazer frente ao mercado global.

 

Não é possível uma empresa em Portugal ou noutro país da Europa Ocidental, enfrentar uma outra localizada na China, onde o povo trabalha diariamente 10 horas a cinco euros por dia. Os produtos podem não ter a melhor qualidade, mas o povo europeu com o seu poder de compra cada vez mais debilitado, compra Chinês tentanto manter os mesmos bens que outrora.

 

Ora, como é lógico a economia baseada nos preços baixos, não nos trás bons ventos, tudo foi uma questão de tempo, e o resultado está à vista. As empresas de cada país foram perdendo a capacidade de vender os seus produtos face à concorrência vinda de fora. Nesta "bola de neve" estão as pequenas e médias empressas deste e doutros países e os seus respectivos colaboradores.

 

No caso Português, cerca de 70% dos impostos vêm das pequenas e médias empresas, as quais têm sido líquidadas pelas erradas políticas quer do nosso governo, quer da política económica vinda da comunidade, com as consequências conhecidas e perda de receitas do estado.

 

Para fazer façe a isto o nosso governo aumenta impostos tentanto desesperadamente compensar as falencias do maior grupo produtivo do país (PMEs) e como se não bastasse o povo envelhece e nasce menos gente, o que implica menos produtividade e mais despesa social.

 

E isto repete-se em todos os países da europa ocidental e Estados Unidos, estes que tinham como principal fonte de exportações a Europa Ocidental, agora já nem o velho continentes os salva.

 

As economias ocidentais estão falidas! e agora?...

 

Os Estados não têm mais dinheiro para injectar nos bancos, que entretanto faliram, estão sem fuídez quer pelos maus investimentos quer pelo crédito mal parado. Os estados de cada país também têm a sua cota parte de culpa da falência dos bancos, sempre que a situação económica deu sinal de fraqueza, os próprios estados incentivaram a banca a emprestar dinheiro a toda a gente, para que a população se "embebedasse" com a facilidade do crédito ficando felizes e contentes, enfim , assim se ganham votos!...o dinheiro precisa de circular mas tem que gerar riqueza e tal não sucedeu, pelo contrário, gerou dívidas e hipotecas.

 

Para conseguirem importantes circulações de capital, os bancos pagaram gestores a peso de ouro para concederem empréstimos avultados e como se não bastasse ganharam prémios milionários pelos milhões movimentados!...esqueceram-se foi que uma importante fatia de empréstimos concedidos davam em créditos mal parados....

 

A falta de controlo sobre as instituições financeiras, é outro problema grave. Para quem toma atenção à economia poderia ter visto que a súbida das taxas de juro que se iniciaram há uns tempos atrás, atesta bem a falta de líquidez da banca. Os depósitos a prazo, chegaram a atingir valores ente 6 e 8% . No fundo, os bancos queriam dinheiro para os seus investimentos que pelos visto correram muito mal!, muito graças à falta de controlo do estado sobre os "benditos" fundos de investimento!

 

A ganância dos gestores e a incompetência dos estados ajudou no resto. A falência do sistema está à vista.

 

Nesta fase do processo, os estados tentam repôr dinheiro nas fábricas , nos bancos e em diversos sectores da economia na tentativa de voltar tudo à normalidade. Mas há um problema, esse dinheiro não vai produzir frutos se o sistema de funcionamento não mudar, caso contrário daqui a 3 ou 4 anos estamos na mesma!......

 

Portanto, de quem será culpa!?

 

Analizando as coisas de forma mais profunda, o primeiro erro foi aceitação sem regras da entrada de países da Europa de Leste para a economia de mercado, sem que se exigissem contrapartidas. Esses mesmos Estados, anteriormente não admitiam entrada dos nossos produtos no mercado deles, quiseram ser autosuficientes, não evoluiram tecnológicamente nem socialmente até que cairam na ruína.

 

De seguida a possibilidade de deslocação das estruturas produtivas para esses países, onde a população cheia de fome e hávida por conhecer o ocidente trabalha por qualquer preço, impossível na Europa Ocidental, onde as pessoas ganharam nível de vida.

 

Depois veio o gigante Chinês e a india onde de igual forma, o trabalho é barato e se torna apetecível pelas grandes empresas. Na China, o desenvolvimento frenético tem levado de forma gravíssima à destruíção do ambiente, as entidades estatais, em colaboração com grandes interesses económicos ocultam a situação e enchem-se de dinheiro, quem sofre sempre é o povo.

 

Por fim a machadada final - a globalização sem regras. Os produtos circulam livremente sem quaisquer restrições arrasando as economias europeias e dos E.U.A.

 

O desemprego criado por estas decisões de abrir portas aos comunistas e à India, levou o capitalismo a tremer, mas como a história nos ensinou, ele treme e enfraquece, mas resolve os seus próprios problemas, o comunismo extingue-se sobre ele próprio.

 

bem hajam!

 

Rui Sousa

 

 

 

publicado por ponto-de-vista às 14:53

OPINIÃO/ A CRISE ECONÓMICA.
Por João Brito Sousa

Andamos todos muito preocupados com a crise económica que anda por aí. Uns dizem que a culpa é do Bush , outros dizem que é de outra coisa qualquer, outros não sabem o que isso é, outros ouviram dizer e outros não querem saber.
Eu sou dos que não sei o que é, nem donde veio. Mas vamos lá pensar, como diz a Chanceler Ângela Merkel que no Publico de hoje, pede tempo para reflectir.
Ora, se Economia, in strictu sensu é a ciência social que estuda a produção, a distribuição e consumo de bens e serviços, é aqui dentro deste parâmetro que o assunto tem de ser estudado, ou seja, saber como é que a produção se comportou, face ao consumo e se a distribuição teve influência nisso ou não.
Numa análise simplista, a relação produção/ consumo vai, parece-me, cair na lei da oferta e da procura do Adam Smith , que é clara como água quando diz: se o consumo aumentar vai exigir das fábricas mais produção para que os preços se mantenham.
Porque se a procura aumenta e não há a correspondente aumento de produtos, os preços sabem porque rareiam os produtos.
Se bem me lembro das aulas do Dr. Vitorino lá no ICL a coisa é assim.
Mas, parece - me que não foi isto que aconteceu mas sim ao contrário.
Houve excesso de produção mesmo depois de se satisfazer o consumo, e aí é que está o gato, parece-me. Quer dizer, as novas tecnologias geraram mais produção quase com os mesmos custos, as receitas aumentaram nas empresas, o que, por sua vez, provocou aumentos salariais que convidaram ao consumo.
Face a isto, as famílias consideraram o momento de prosperidade e, por esse motivo, abandonam o regime da poupança que vinham praticando e entram nos excessos, inclusivamente surgem a investir no mercado bolsista, que não dominam, o que lhes provoca o endividamento e ficam sem meios, por um lado, para adquirir o excesso de bens produzidos pelas novas tecnologias e por outro ficam igualmente sem meios para satisfazer o endividamento.
Assim, a stokagem não sai e o processo no seio do tecido empresarial complica-se, porque o sistema financeiro adoeceu e não funciona.
A crise de 29, a mais grave crise económica da historia dos Estados Unidos da América, ocorreu precisamente num momento de prosperidade e veio a reflectir-se na Europa e alastrou-se por todo o Mundo capitalista. Como agora.
A produção industrial americana colocava no mercado cada vez mais produtos a uma sociedade cuja procura de bens de consumo estava já a diminuir ou, no mínimo, a estabilizar enquanto os rendimentos dos assalariados eram insuficientes para lhes assegurar a aquisição dos bens.
Como me dizia um amigo meu aqui há dias a crise parece ser de moral ou falta dela. O homem quer sempre mais e mais. Tanto agora como em 29, a prosperidade era aparente, porque assentava num equilíbrio instável com frágeis esperanças de felicidade.
Desde há muito tempo que cada um comprava muito acima das suas possibilidades.
E quando assim é!....

JOÃO BRITO SOUSA a 21 de Dezembro de 2008 às 22:40

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